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Capote de Pedras

Palavras-chave World Music.


Capote de Pedras é um EP autoral. Denise, além de compositora, interpreta e toca os violões e piano. O estilo é diferenciado e original, que remete a canções celtas e ibéricas, sem desfazer da origem brasileira da autora. Conta com instrumentistas de excelência, tais como Ricardo Santoro no violoncelo, Ricardo Amado no violino (spalla da OSTM) Carlos Prazeres no oboé(regente da OSBA), ressaltando os arranjos primorosos do flautista David Ganc.



Faixas (6)

1.
Capote de Pedras

Interprete: Denise Emmer
Editora: Direto-


2.
Cantiga do Verso Avesso

Interprete: Denise Emmer
Editora: Direto-


3.
Pedalando Sobre as Casas

Interprete: Denise Emmer
Editora: Direto-


4.
Dizer Adeus

Interprete: Denise Emmer
Editora: Direto-


5.
Cantiga da Noite Mágica

Interprete: Denise Emmer
Editora: Direto-


6.
Pontos Cardeais

Interprete: Denise Emmer
Editora: Direto-



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Resenhas
Positivas (4)
O arrebatador Capote de Pedras de Denise Emmer

Depois de um longo silêncio musical, Denise Emmer resolveu nos brindar com um CD autoral, personalíssimo. É desse silêncio, recolhida em sua poesia, que emerge Denise com seu Capote de Pedras, título de seu novo trabalho. O nome recobre adequadamente uma característica de seu estilo, suas preferências e escolhas musicais. É uma pedra genuína – como se diz no jargão gemológico – aqui lapidada pela força viva do talento. É joia garimpada na pedreira das coisas, buscando um caminho próprio como água cortando pedra, voz que faz sol no mundo. O CD mescla influências célticas e ibéricas, com nuances clássicas e renascentistas que flertam com uma liturgia [quase] sagrada no arranjo das 6 canções que o compõem, incluindo uma releitura mourisca de “Pedalando Sobre as Casas”. Quase sagrada porque o tom é demasiadamente humano no fio condutor, sutil e afiado, que perpassa as composições: vida e morte entrelaçadas no cosmo das ausências, mas reconhecíveis na(s) alma(s) presente(s) da memória e

por Juarez Nogueira em 19/07/2016
...continuação da resenha

da memória em canção. À primeira audição, as canções podem parecer um tanto melancólicas, como em “Dizer Adeus”, baseada em um poema de Ivan Junqueira, co-autor de outras composições da artista. Mas não se trata disso, da melancolia, e sim de um insólito insight, do re-descobrir a presença de entes queridos, de “mãos que acenam e vão-se embora”. Nem se percebe nelas o lirismo fácil como verniz na superfície das letras: é preciso ouvir, atentamente, ao fundo, reconhecíveis como vozes longínquas, umas notas de romanzas dando conta de que o todo é uma composição essencialmente amorosa. E por isso mesmo devo já advertir: de uma beleza que dói. Fruto de uma entrega, bem o diz um poema da autora, como a de “aves secretas que ouvem o silêncio”. Denise mesma já se traduziu uma vez: “Eu sou silêncio.” É desse silêncio então que surge a voz que canta: a alma da vida, o amado que atravessa a porta, verso que transpõe a página escura, a despedida, o difícil dizer adeus, os rios tornados lendas,

por Juarez Nogueira em 22/07/2016
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a pedra atirada ao fundo, o capote de pedras – e perdas – que abriga ausências e uma certeza a cobrir tudo isso: a de que a vida jamais, jamais termina. Sóbria e soberana no violão, piano e canto, Denise Emmer orquestrou um staff musical primoroso, com David Ganc (regência e flauta), Ricardo Amado (violino), Ricardo Santoro (violoncelo), Carlos Prazeres (oboé) Ronaldo Diamente (baixo elétrico) e Eduardo Szajnbrum (percussão). O resultado é harmonia tocando alto na confluência dos sons e instrumentos, na voz alada, içada como “vela obliquamente nos mares” no verso e no avesso da matéria dos cantares, na alma volátil das cantigas. Parte desse trabalho, devo dizer, foi elaborada depois da participação de Denise Emmer na FLID – Festa Literária de Divinópolis, em 2015. Inclusive, a canção-título, Capote de Pedras. Ali, nos bastidores do teatro onde se apresentou, pude observá-la. Quieta, concentrada, como se preparasse para escalar uma cordilheira, coroada da sensibilidade em estado laten

por Juarez Nogueira em 22/07/2016
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latente, da qual brotam as joias de sua música, de rerum natura. Agora aí está, poeta e cantora, muitos tons acima do comum da música brasileira, Denise Emmer pairando com seu Capote de Pedras como arrebatadora força cantante da natureza, para alegria minha e nossa.

por Juarez Nogueira em 22/07/2016
Negativas (0)


Ficha técnica
Artistas principais
Ano
2016
Lançamento
30/05/2016
Gênero
Código do catálogo
01 DE
Código do produto
7892860244211
Selo
Independente
Formato
EP
Perfil do artista
Denise Emmer
Origem
Rio de Janeiro, RJ

Agenda